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Analistas opinam sobre impactos da crise na imagem da Cisco
segunda-feira, 22 de outubro de 2007 , 19h30 | POR ANA LUIZA MAHLMEISTER

Empresas de reposicionamento de marcas avaliam que a Cisco pode sair da crise sem grandes prejuízos para sua imagem corporativa. Na opinião de José Roberto Martins, consultor da Global Brands, se a empresa continuar operando normalmente atendendo os clientes por meio dos canais, oferecendo suporte e sem interrupção de produtos, a tendência é que no curto prazo não sofra maiores impactos. ?No médio prazo vai depender de como a organização vai se desenvolver nos próximos meses, manter sua estrutura de pessoal, custos e serviços?, diz Martins. Ele compara o episódio da Cisco com a prisão dos diretores da cervejaria Schincariol, também por fraude fiscal, similar à Cisco. ?Pelo fato de manter sua distribuição inalterada, a empresa inclusive ganhou market share no período?, afirma o executivo. Para ele o consumidor final não é tão afetado por esse tipo de notícia. Mas a empresa vai ter que lidar de uma forma diferente com as relações institucionais, isto é, com fornecedores e funcionários, se reposicionando para esse público. Nesse caso a empresa terá que avaliar que tipo de impacto causou para proteger sua imagem. ?O importante agora é a continuidade do trabalho da marca, para não perder credibilidade?, completa.
Cecília Russo, sócia-diretora da Troiano Consultoria de Marcas, diz ser difícil avaliar o quanto a Cisco perdeu de valor no País. Ela lembra que as ações da companhia nos Estados Unidos não sofreram qualquer queda no período. ?Tudo ficou bastante localizado em pessoas da diretoria da companhia e do distribuidor responsabilizados pela fraude?, afirma. Para ela, o fato reforça a crença de que as marcas precisam se blindar para momentos este com uma comunicação consistente com o público e com os fornecedores ao longo de sua história para que o laço não se desfaça em momentos de stress. ?Nos próximos meses a Cisco vai colher os resultados desse trabalho de comunicação da marca e difusão da qualidade dos produtos feito anteriormente à crise?, diz Cecília. A executiva acha difícil avaliar, por agora, quanto a empresa perdeu de seu valor no mercado local. ?Tivemos outras empresas que enfrentaram crises pesadas como a Petrobrás (com o derramamento de petróleo) e a TAM, que conseguiram manter suas reputações no mercado?, afirma a executiva. Para ela, o que se infere do caso Cisco é de um problema localizado em que um grupo reduzido de pessoas estavam se beneficiando do esquema de fraudes de importação. ?Com essa percepção a empresa não sofrerá danos junto aos consumidores?, completa.

Clientes

A Claro enviou o material referente ao fornecimento da Cisco para auditoria interna. A informação é do presidente da operadora, João Cox, ao afirmar que praticamente 98% dos equipamentos são adquiridos via Promon.

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