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Serviços móveis
Implantação de WiMAX depende também de equipamentos
segunda-feira, 22 de outubro de 2007 , 20h50 | POR IVONE SANTANA

A decisão da União Internacional de Telecomunicações em aprovar a tecnologia WiMAX como padrão de comunicação global para a terceira geração de telecomunicação móvel não tem efeito de curto prazo. Quem tem espectro de 850 MHz, como a maioria das operadoras móveis brasileiras, por exemplo, já tem interface para o IMT-2000. Teoricamente, poderia implantar WiMAX. Mas não é tão simples. Faltam equipamentos. Os desenvolvimentos para o IMT-2000 na versão do IEEE Stardard 802.16 foram para as bandas de 2,3 GHz, 2,5 GHz e 3,5 GHz. Agora, a tendência é de que haja desenvolvimento de equipamentos na faixa para o serviço móvel, identificado como 16e, além do WiMAX fixo, em 3,5 GHz ou 5,8 GHz.
A palavra de ordem agora é volume de escala e custos baixos. Existe um total de 700 MHz de banda alocadas no mundo todo para IMT-2000. A banda de 2,5 MHz beneficia principalmente a Europa, diz a vice chairman do Grupo e Trabalho de Regulamentação (RWG) – região CALA (Central America e Latina America), Milani Trannin. No Brasil, a faixa de 2,5 MHz é ocupada por MMDS e também reservada ao Serviço de Comunicação Multimídia. ?O grande interesse é ganhar escala e reduzir preço para o consumidor final?, enfatiza Milani. Ela trabalhou com representantes do Brasil junto à UIT, ao lado da Intel, além de ser country manager da Navini Networks.
Como as operadoras licenciadas terão liberdade para decidir se investem em WiMAX ou na evolução das famílias CDMA ou GSM para terceira geração (IMT-2000), a interoperabilidade entre as redes ainda é nebulosa. Segundo Milani, os técnicos estão tentando a interoperabilidade com os sistemas WiMAX e outros do IMT-2000. Mas, a única certeza no momento é que haverá coexistência entre eles. Ela destacou como importante também a decisão sobre o tema antes do início, nesta segunda, 22, da Conferência Mundial de Radiocomunicações 2007 (CMR-07), em Genebra.

Claro espera para ver

O presidente da Claro, João Cox, espera para ver como será a questão do volume de escala. Não avaliou ainda os investimentos que seriam necessários para oferecer WiMAX aos seus clientes e quer saber como a Anatel reagirá ao assunto, pois cada vez mais as empresas precisam de espectro. E questiona: ?A Anatel tratará WiMAX como Serviço Móvel Pessoal?? Explicou que a faixa de freqüência é grande e precisará de mais torres. Por fim, opinou que a tecnologia faz muita diferença para quem quer competir na última milha, caso das operadoras fixas.

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