OUTROS DESTAQUES
Competição
Telemar quer atingir 70% da LDN da área I em um ano
terça-feira, 23 de julho de 2002 , 14h33 | POR REDAÇÃO

A Telemar pretende atingir em menos de 12 meses 70% do tráfego inter-regional originado de sua região (16 estados do Norte, Nordeste e Sudeste), correspondente a cerca de 3 bilhões de minutos por ano. De acordo com o presidente da Telemar Norte Leste, Ronaldo Iabrudi, a operadora quer obter com o novo serviço, oferecido desde o último dia 20, a mesma participação de mercado que detém no serviço de longa distância intrarregional. Para isso, a empresa investe basicamente na oferta de planos de fidelização, com descontos por volume de chamadas. ?Não vamos entrar em guerra de preços, pois quem fez isso quebrou ou está quebrando?, diz Iabrudi, referindo-se às concorrentes Embratel e Intelig. De acordo com o executivo, a região I, onde a Telemar é concessionária, responde por um terço de todas as ligações de longa distância nacional, com um volume total de 50 bilhões de minutos e faturamento de R$ 7 bilhões a R$ 7,5 bilhões por ano. A Telemar começa a investir maciçamente em uma campanha publicitária em sua região, a partir desta semana, além de dispor de um serviço de telemarketing com 200 posições para o mercado residencial e 100 posições para o mercado corporativo.
O principal objetivo é agregar o novo serviço à clientela atual da Telemar, formada por 14 milhões de assinantes residenciais e 1,150 milhão de empresas. Mas a operadora também pretende concorrer fora de sua área, oferecendo o serviço a clientes corporativos a partir da licença de longa distância detida com sua autorização de SMP, para a Oi. Foi a partir deste mesma licença que a empresa realizou os acordos de interconexão antes mesmo de sair sua autorização de LDN com as operadoras locais de outras áreas, explicou Iabrudi.

Decisão na Justiça

O presidente da Telemar Norte Leste se diz ?absolutamente à vontade? em oferecer o serviço de longa distância inter-regional a partir de uma medida liminar no Tribunal Regional Federal do Rio de Janeiro (TRF2), em vez de um aditivo de concessão ou autorização da Anatel. ?O presidente da Anatel (Luiz Guilherme Schymura) já disse que não vai recorrer, porque a medida está na direção do modelo, que preconiza competição na longa distância?. Sobre a possibilidade de a Embratel conseguir reverter a decisão na Justiça, Iabrudi diz que a carrier é que será a grande prejudicada perante a opinião pública. ?Agora que 15 milhões clientes sabem que podem ter outra opção, a Embratel cada vez mais ficará com a imagem de arrogante, de quem não quer competição?, comentou.

COMENTÁRIOS

Nenhum comentário para esta notícia.

Deixe o seu comentário!

EVENTOS

Principal encontro do mercado de satélites brasileiro

31 de agosto a 1 de setembro
Royal Tulip Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Top