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Com novos sócios, Telemais quer iniciar operações em novembro
quarta-feira, 23 de outubro de 2002 , 19h06 | POR REDAÇÃO

A Telemais, que detém 69 licenças de espelhinho em localidades de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, aguarda para a próxima reunião do conselho diretor da Anatel, marcada para esta quarta-feira, 23, a aprovação de sua nova composição societária. A empresa passou a ser controlada pela Tellpolo, que por sua vez é controlada pela Telemais Telecom Inc., empresa com ações colocadas para a obtenção de fundos na Nasdaq pela corretora brasileira Alpes. Enquanto isso, a Telemais prepara-se para iniciar experimentalmente sua primeira operação, na cidade gaúcha de Lageado.
Em sua configuração anterior, a operadora tinha as ações divididas entre Espelhoter, Wittel, Telenet Participações, Espelhofone e Powertel. Apenas a Telenet e a Powertel permaneceram no negócio, com participações minoritárias.
Como explica o diretor administrativo da Telemais, Luís Antônio Baptista, a mudança acionária visa alavancar recursos para a continuidade do projeto. O empreendimento perdeu o seu principal financiador, o Bank of America, que desistiu de fazer investimentos em mercados emergentes como os da América Latina. A Telemais chegou a adquirir 93 licenças de STFC, mas abriu mão de parte delas, diante da retração dos aportes no setor.
Os planos da empresa são de iniciar as operações com recursos próprios e de fornecedores em pelo menos dez localidades até abril. Com os ativos destas operações como garantia, a expectativa é de se obter com mais facilidade recursos de investidores nacionais e estrangeiros, além do BNDES.
Os investimentos previstos para a primeira fase são de US$ 14 milhões. No total, a rede deve consumir aporte da ordem de US$ 500 milhões, prevê Baptista. Com serviços de voz e dados, a operadora pretende basear-se principamente no acesso sem fio, em WLL, no padrão CDMA/1xRTT, em 1,9 GHz. O mercado-alvo visado é composto principalmente por usuários corporativos, de pequenas e médias empresas, e por profissionais liberais.

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