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MCTIC prepara agenda digital para o setor em 2017
quarta-feira, 23 de novembro de 2016 , 19h19

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) prepara uma agenda digital para tratar dos desafios do mercado brasileiro. Para tanto, a Secretaria de Políticas de Informática (Sepin) trabalha de forma conjunta com "diversos ministérios" a elaboração de um comitê para confeccionar a proposta. "Temos expectativa de fazer consulta pública até fevereiro ou março do ano que vem e vamos abordar diversos temas, mas precisamos de participação e engajamento de todos os órgãos envolvidos", afirmou o secretário de política de informática do MCTIC, Maximiliano Martinhão, durante o 60º Painel Telebrasil nesta quarta, 23, em Brasília.

Na visão de Martinhão, a elaboração dessa agenda digital necessita do trabalho conjunto entre pastas, mas também foi facilitado após a fusão ministerial. "Hoje, com a gente tendo isso tudo debaixo (do mesmo guarda-chuva), podemos fazer de maneira coordenada", garante. Além da nova estrutura do ministério em si, ele destaca a atuação dos departamentos do próprio Sepin na elaboração do trabalho, além de projetos como o Plano Nacional de Internet das Coisas (IoT).

Por outro lado, Martinhão reconhece que para superar os principais entraves para o setor no País em pleno cenário de crise macroeconômica e de redução nos investimentos e nas margens, são necessários certos ajustes por parte do governo, sobretudo na questão fiscal. "A gente tem que encontrar modelo de financiamento para que haja parceria público-privada e que se chame o setor privado para fazer os investimentos em programa de longo prazo e o governo consiga remunerar os investimentos para o setor privado, dentro de juros adequados, de remuneração de capital adequada para esses investimentos", declarou.

A solução, na visão do VP global de relações institucionais da Huawei, Alfredo Acebal, passa pela coordenação entre os diversos atores, mas não necessariamente com foco em quem lidera. "Naturalmente, o governo tem grande disponibilidade de liderar o processo, mas não é tão importante quem faz isso", diz. Arcebal lembra que as operadoras trabalham com menor retorno de investimento no País, e que a busca desse "grande acordo" entre todos o ecossistema de TICs pode ser uma saída.

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