OUTROS DESTAQUES
Antenas
Andrew do Brasil perde competitividade para fábricas do grupo
segunda-feira, 24 de abril de 2006 , 19h36 | POR IVONE SANTANA

A Andrew do Brasil está perdendo competitividade para empresas do grupo em outros países – ao todo são 19 fábricas. O ano fiscal de 2006 que termina em setembro próximo não está trazendo boas expectativas para a unidade local. Nos últimos dois anos, quase 40% da receita provinha de exportações de antenas para telefonia celular. Atualmente, o índice caiu para cerca de 30%. O maior impacto foi nas vendas para outras fábricas do grupo, enquanto a exportação direta para clientes tem se mantido. A Andrew exportou US$ 40 milhões em 2005 em infra-estrutura de telecomunicações e planeja US$ 35 milhões para o atual ano fiscal. A queda é atribuída à desvalorização do dólar frente ao real.
A América Latina compensou muito este primeiro trimestre fraco no mercado brasileiro, favorecida pela atuação da América Móvil que, segundo o vice-presidente de vendas para a América Latina da Andrew, Sylvio Cid Peres Filho, agitou as teles devido à sua competição. ?A América Móvil tem cultura e agressividade para ser líder?, diz o executivo. ?Isso mexeu com a região, puxando o crescimento.? O Brasil, ao contrário, ele compara, ficou fragilizado com o enfraquecimento da Anatel, o que se reflete na qualidade do sinal na telefonia móvel. É preciso fazer mais sites, mas o setor parou de investir, diz ele, ao lembrar-se de que no segundo semestre de 2005 a linha de produção funcionava em três turnos para dar conta de algumas demandas. ?Em outros países, como o Chile, ainda se persegue a qualidade do serviço?, afirmou.
A empresa faturou globalmente US$ 2 bilhões em 2005 e a expectativa é de atingir US$ 2,2 bilhões em 2006. A América Latina representa entre 6% e 7% do valor. O primeiro trimestre de 2006 para a empresa (outubro-dezembro) foi recorde de vendas, com mais de 30% acima da meta, enquanto o Brasil e região mantiveram-se dentro da média prevista. No período janeiro-março, entretanto, ao mesmo tempo em que o mercado em geral e América do Sul tiveram bons resultados, o Brasil ficou 30% abaixo dos objetivos, lamenta o executivo.

COMENTÁRIOS

Nenhum comentário para esta notícia.

Deixe o seu comentário!

EVENTOS

Principal encontro do mercado de satélites brasileiro

31 de agosto a 1 de setembro
Royal Tulip Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Top