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Mobilidade
Cresce o uso de Wi-Fi no Brasil; no mundo serão 170 mil pontos este ano
quarta-feira, 24 de outubro de 2007 , 20h49 | POR ANA LUIZA MAHLMEISTER

Enquanto o mercado brasileiro aguarda o lançamento do edital de 3G e as definições sobre as faixas de uso do WiMAX, o uso de freqüências não-licenciadas em serviços móveis pré-WiMAX e Wi-Fi continua crescendo no Brasil. ?Com a difusão dos laptops, todas as empresas terão interesse em ter pelo menos uma antena de Wi-Fi para visitantes, sem contar a cobertura para os funcionários, o que fará com que a tecnologia tenha um crescimento explosivo no Brasil?, afirma Fernando Cristo, gerente de engenharia da WNI, fornecedora de equipamentos para a área corporativa. A chegada do WiMAX deve aumentar ainda mais esse mercado, já que a tecnologia atua como backbone outdoor, enquanto a distribuição das redes indoor ficaria por conta do Wi-Fi, que opera em 2,4 GHz. O custo também é atraente: para o mercado doméstico uma antena custa a partir de R$ 200 e entre R$ 400 e R$ 5 mil para o corporativo, conforme a cobertura.
A WNI cresceu 30% comparado a 2006 e a previsão para 2008 é chegar a 50%. ?Além da área corporativa, os projetos de cidades digitais vão incrementar ainda mais os negócios com o governo?, afirma o diretor-presidente, Nobile Scandelari Junior. A empresa também vê boas oportunidades em condomínios e hotéis, entre outros segmentos.
Na área de consumidor final, a Vex mais do que dobrou a implantação de hotspots, saindo de 500 em 2006 para 1,2 mil neste ano. ?Nossa meta é chegar ao final do 2008 com 2 mil hotspots no Brasil além de continuar a expansão internacional?, diz o gerente de marketing, Marcos Ferraz. A Vex firmou parcerias com grandes provedores de internet para a revenda de serviços e tem cobertura em cafés, aeroportos, hotéis, restaurantes, universidades e shopping centers, garantindo inclusive roaming com rede própria em Portugal e Argentina, e na Espanha com rede de parceiro.
Segundo Nobile, da WNI, a demora dos leilões de 3G e WiMAX até estimula esse mercado porque a demanda existente é atendida com equipamentos pré-WiMAX e Mesh. Os novos equipamentos WiMAX ainda não são homologados pela Anatel e custam pelo menos cinco vezes mais que os pré-WiMAX que já têm escala, com velocidades comparáveis, afirma Nobile.
A WNI conta com 50 clientes, entre eles a Petrobrás, Telefônica, Prodabel, Celesc, Procempa, entre outras. A empresa também oferece infra-estrutura para hotéis na área de back office no gerenciamento dos usuários, outra grande oportunidade para os provedores, além dos equipamentos para a rede sem fio. Com a entrada das redes 3G oferecidas pelas operadoras, a previsão é de uma guerra de preços. ?Hoje o serviço de dados pela banda larga celular é muito mais caro que por meio do Wi-Fi e pré-WiMAX", diz Nobile.

Mercado externo

Uma pesquisa da norte-americana MultiMedia Intelligence (MMI) aponta que o número de hotspots deve crescer para 170 mil pontos mundialmente até o final deste ano. A América do Norte tem 53% dessas conexões enquanto a Europa conta com 42%. Segundo a empresa de pesquisa, o mercado de hotspots ainda está em desenvolvimento no que diz respeito às novas aplicações. O mercado deve crescer mais no segmento de consumidores finais, sendo que hoje é mais voltado para executivos em viagem. A empresa também prevê uma explosão do uso do Wi-Fi para voz com a difusão dos handsets dual mode em 2008.
Nos Estados Unidos, as operadoras de hotspots estão começando a explorar novas oportunidades de receita, incluindo serviços de back office, oferta de conteúdo e propaganda em contrapartida ao acesso gratuito. A MMI prevê que mundialmente o número de assinantes dos serviços Wi-Fi deve crescer dez vezes em 2008.

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