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Competição
TIM e Vivo continuam adversárias, diz presidente da tele italiana
quinta-feira, 25 de outubro de 2007 , 19h53 | POR HELTON POSSETI

O presidente da TIM, Mario Cesar Pereira de Araujo, garantiu nesta quinta-feira, 25, que Vivo e TIM continuarão a ser adversárias no mercado brasileiro e seus controladores respeitarão as normas impostas pela Anatel para garantir que não haja troca de informações que possam influir nas operações das empresas no Brasil. ?Neste momento, temos seis meses para preparar o acordo de acionistas respeitando todas as restrições impostas pela Anatel?, diz ele. ?Estamos totalmente separados. Vamos competir e guerrear. Quero os clientes da Vivo na minha base e tenho certeza que eles têm as mesmas más intenções?, brincou Araujo.
O presidente da TIM qualificou a anuência prévia da entrada da Telefónica no capital da Telecom Italia como ?a manutenção do status quo?. O ponto positivo para a TIM, segundo ele, é que com a decisão, os acionistas agora têm o foco centrado no crescimento da companhia. Em relação ao aval para a compra da Telemig pela Vivo, ele reconhece que, de fato, é uma mudança no mercado. ?Agora, eles (a Vivo) têm cobertura nacional, o que dá mais competitividade?. Araujo pediu a seus concorrentes que ?a briga aconteça dentro de campo, e não nos vestiários?, em referência a recursos judiciais.
Perguntado se teria atuado nos bastidores junto à Anatel para que Claro e Telemig fossem impedidas de ligar suas redes de terceira geração em 850 MHz, o executivo perdeu o bom humor. ?Nunca! Se a empresa tem a faixa de 850 MHz, entendemos que usá-la da melhor maneira possível é um direto dela. Eu sou a favor da legalidade, da ética e de condições isonômicas para todos os competidores.? O presidente da TIM reconheceu, entretanto, que enviou uma carta à Anatel solicitando que o leilão de 3G fosse antecipado ou que ocorresse vinculado ao leilão de sobras, já que a Anatel mudou a atribuição da faixa de 1,9 MHz para o SMP, o que beneficia apenas a Vivo. ?O que eu sempre defendi foi antecipar o leilão para dar condições isonômicas a todas as operadoras que oferecem 3G?, afirma. Na opinião de Araujo, é pouco provável que existam ágios muito grandes no leilão das faixas de terceira geração. Isso porque dificilmente algum novo player vai entrar na disputa. Serão leiloadas quatro faixas em 11 regiões.

Impostos

O ministro Hélio Costa (Comunicações), durante a última Futurecom, cobrou das operadoras móveis uma diminuição na tarifa do pré-pago. Parece que Ministério e operadoras começam a se entender no que se refere à equação entre carga tributária versus universalização. O ministro já deu os primeiros sinais de onde deve vir o refresco. Em Genebra, onde participou de encontro da UIT, aventou sobre a possibilidade de uma diminuição no Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel). ?Isso mostra que o ministro está preocupado com a saúde financeira das operadoras?, afirma Araujo. As operadoras móveis se reuniram com o ministro na semana passada e, segundo Araujo, o assunto principal foi a universalização da telefonia móvel. ?O ministro está preocupado com a universalização e se mostrou disposto a discutir a carga tributária?, afirma.
Com relação à tarifa do pré-pago, Araujo acredita que o ministro esteja mal informado. Segundo ele, hoje pouquíssimas pessoas pagam a tarifa normal de R$ 1,40, no caso da TIM, porque todas as operadoras têm planos e promoções nas quais as tarifas ficam muito abaixo desse valor: ?O ministro está mal informado. Nós estamos fazendo a nossa parte.?

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