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BB exigirá evolução constante de rede terceirizada
terça-feira, 25 de novembro de 2003 , 19h29 | POR REDAÇÃO

A decisão de terceirizar a rede de dados do Banco do Brasil partiu principalmente da necessidade de atualização tecnológica constante, diz o gerente executivo de telecomunicações do Banco do Brasil, Angelino Caputo e Oliveira, que participou nesta terça, 25, do Seminário Serviços Corporativos: A disputa pelas grandes contas, realizado em São Paulo pela Converge eventos. Ao contrário dos demais processos de outsourcing do sistema financeiro (como o Itaú com a Telefônica Empresas e o Unibanco e Bradesco com a PrimeSys), o maior banco brasileiro manterá a inteligência da rede sob o seu comando.
As redes dos bancos privados foram vendidas integralmente para as empresas de outsourcing e agora, segundo afirma Angelino, essas empresas não estão tão interessadas em investir em novas tecnologias nos velhos ativos, não sem antes rentabilizar as antigas redes dos bancos. Para que isso não ocorra, o BB desenhou seu próprio projeto de terceirização que prevê que o ganhador da licitação absorva seus ativos antigos e faça evoluir sua rede nova.

Custo menor e banda maior

De acordo com Angelino, os custos de transmissão por bit têm registrado uma queda de 15% ao ano ao passo que os investimentos com equipamentos (Capex) também aumentam 15% ao ano. Por outro lado, diz o gerente, a necessidade de banda em redes WAN corporativas têm registrado um aumento de 40% anuais.
Para chegar a este modelo de licitação, a equipe do BB avaliou projetos semelhantes nos EUA, Espanha e Portugal e, claro, os projetos semelhantes no Brasil. Pela licitação, a nova rede prevê os seguintes requisitos de qualidade de serviço (QoS): tempo real, missão crítica, gerenciamento, suporte ao negócio, não crítico e standard.
Pela previsão de Angelino, após a licitação, os ganhadores deverão apresentar um projeto-piloto em 30 dias e, se aprovado, a rede nova começa a substituir a antiga num processo que deve demandar pelo menos 12 meses. Serão, no mínimo, 1 mil pontos eletrônicos de presença (PEPs) migrados por mês.

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