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Recursos humanos
Nível de emprego caiu 22,5% em três anos
segunda-feira, 26 de agosto de 2002 , 19h40 | POR IVONE SANTANA

O número de postos de trabalho no setor de telecomunicações no Brasil neste ano caiu 22,58% para 144 mil pessoas empregadas em relação a 2001. A queda é menor (18,6%) se comparada a 1999, quando haviam 177 mil pessoas trabalhando no setor. O levantamento foi feito pela área de análise estratégica de telecom da Brisa, que avaliou o desemprego em cinco segmentos: operadoras fixas, celulares, indústria, empreiteiras e call centers. De 1999 a 2001 foram considerados os postos de trabalho em cada mês de dezembro, enquanto em 2002 foi analisado o período de janeiro a julho.
A maior queda no nível de emprego (-36%) foi registrada na indústria, que passou de 50 mil funcionários em 1999 para 32 mil em 2002, incluídos os empregos diretos e indiretos. Na seqüência estão as operadoras fixas, que passaram de 66 mil funcionários para 49 mil no período (-25,7%). Nas operadoras de telefonia móvel, ao contrário, houve aumento de 20% para 30 mil trabalhadores no período, mas se comparado ao ano passado, foi registrada uma redução de 11,7%. Também em call centers houve aumento de 8,3% no número de empregados para 26 mil, nos últimos três anos.
O consultor-chefe de telecomunicação da Brisa, Virgílio Freire, atribuiu a queda da taxa de emprego nas operadoras fixas ao fim dos planos de antecipação de metas. Após cumprir seus cronogramas, as operadoras dispensaram o pessoal que haviam contratado para acelerar os trabalhos. Como não tinham dever de universalização nem antecipação como nos moldes das fixas, as celulares mantiveram um crescimento real, com declínio apenas neste ano em relação a dezembro último. A conjuntura econômica mundial influenciou também o desempenho de cada segmento.
No caso de call center, Freire diz que a terceirização do atendimento da Telemar foi decisiva para que a taxa de emprego crescesse 30% neste ano em relação a 2001. De uma forma geral, o consultor acredita que neste semestre só ocorrerão pequenos cortes, principalmente como reflexo da redução em unidades no exterior de empresas multinacionais, ou como consolidação de empresas que possam ser vendidas neste ano e precisam eliminar a duplicação de funções.

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