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Confirmado: venda da Brasil Telecom só após AGE do dia 30
segunda-feira, 26 de setembro de 2005 , 18h32 | POR RUBENS GLASBERG E SAMUEL POSSEBON

Conforme fontes dos dois lados das negociações já haviam adiantado para este noticiário na semana passada, não será fechado até sexta (30) um acordo para a venda das participações que o Citibank e os fundos de pensão detêm na Brasil Telecom para a Telecom Italia. A negociação está andando em um bom ritmo, segundo fontes dos fundos, mas a conclusão da rodada do final de semana, realizada em Londres, foi que a melhor coisa a se fazer é esperar para que os fundos e o Citi tomem pé da real situação em que se encontra a BrT antes de acertar os detalhes do acordo. Do lado da Telecom Italia, informalmente, o que se fala é que as negociações estão encerradas, já que a proposta colocada não foi aceita. Oficialmente, a companhia não comenta informações.
O que se comenta é que a proposta de preço da Telecom Italia não foi aceita. Seria uma proposta dividida em duas parcelas: uma primeira, muito próxima dos valores estabelecidos no acordo de put entre Citi e fundos e; uma segunda parte, baseada em perspectivas futuras de valorização da companhia.
Independentemente da diferença de versões, sabe-se apenas que havia muita pressão em cima dos negociadores para que a Telecom Italia comprasse as participações antes do dia 30, evitando assim a entrada de representantes dos fundos e do banco norte-americano na administração da operadora. O Citibank e os fundos de pensão planejam fazer um minucioso levantamento dos atos do Opportunity na gestão das companhias a fim de verificar se foram corretas as decisões e se houve fraude na condução dos negócios.
A Telecom Italia, os fundos e o Citi continuam discutindo preço e a formatação societária do acordo, segundo fontes do lado dos fundos. O objetivo é chegar a bom termo para os três. Há especial preocupação em relação à estrutura societária, de tal maneira que não se repita a interpretação da CVM exigindo pagamento de tag-along a todos os minoritários, como aconteceu em caso recente analisado pela autarquia (caso Pão de Açúcar). São questões como essas que estão sendo colocadas nas negociações neste momento.
Enquanto isso, os fundos e o Citi preparam-se para assumir o comando da Brasil Telecom a partir de sexta. Já conseguiram, no TCU, uma garantia de que a decisão cautelar de suspender o acordo de put não possa ser usada como argumento para suspender a assembléia. Recentemente, a Brasil Telecom Participações S/A relembrou a direção da BrT de que o Supremo e o STJ já se manifestaram, ambos, pela legitimidade dos pleitos feitos pelos fundos e pelo Citi diante da argumentação jurídica adotada pelo Opportunity.

Nova York

Ao mesmo tempo, Citibank e Opportunity trocam acusações em documentos que fazem parte do processo movido pelo banco norte-americano contra Daniel Dantas. Na semana passada, Dantas havia apresentado nova argumentação, dizendo que o Citi quebrou deveres fiduciários ao Opportunity e causou danos ao destituí-lo e tentar negociar a venda das participações. Esta semana, o Citi responde dizendo ser absurdo o argumento de que o único cotista do fundo tenha algum dever fiduciário, nesse caso, com o administrador. Basicamente, o que Dantas parece buscar em Nova York é pressionar para que o Opportunity se beneficie das condições de venda que o Citibank conseguir para si e para os fundos.

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