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Operação móvel da BrT
Italianos alertaram Schymura e Dantas sobre conflitos
quarta-feira, 26 de novembro de 2003 , 21h15 | POR SAMUEL POSSEBON

Não é só a luz amarela em relação à antecipação de metas da Brasil Telecom que está acesa na Anatel. O outro problema, que terá que ser tratado a partir de 1º de janeiro, é igualmente complexo. No dia 13 de dezembro de 2002 o presidente da agência, Luiz Guilherme Schymura, recebeu carta da Telecom Italia (com cópia para o superintendente de serviços privados, Jarbas Valente) lembrando à agência que o acordo de acionistas celebrado em 27 de agosto de 2002 continuava válido, que havia sido aprovado pela Anatel e que previa a volta da Telecom Italia ao controle da Brasil Telecom no dia 1º de janeiro de 2004. Diz a Telecom Italia na carta enviada à Anatel que "caso venha a existir qualquer conflito entre as licenças de SMP outorgadas à BT (Brasil Telecom) e as licenças da TII (Telecom Italia), não resolvido antes da data em que TII tiver automaticamente restaurados seus direitos de controlador previstos no Acordo, a obrigação de prover uma solução caberá exclusivamente à BT e aos seus atuais acionistas controladores".
Na carta à Anatel, a Telecom Italia cita ainda correspondência enviada a Daniel Dantas (principal homem do Opportunity), Techhold, Invitel e Timepart (principais acionistas da Solpart), em 11 de novembro de 2002. Esta carta, enviada portanto antes de a Brasil Telecom ganhar a sua licença móvel (o que aconteceu em 5 de dezembro de 2002), alertava que a intenção manifestada pela Brasil Telecom de participar do leilão de SMP colocava em risco o acordo de acionistas firmado, "em boa fé", em 27 de agosto de 2002. A Telecom Italia, nesta carta, dizia que não poderia assumir responsabilidades por eventuais conflitos ou danos criados à Brasil Telecom.

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