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Aos 15, NeoTV vê mercado mais concentrado
quarta-feira, 26 de novembro de 2014 , 11h24 | POR ANDRÉ MERMELSTEIN

A associação NeoTV comemorou ontem seus 15 anos, em um evento em São Paulo que teve debates e o anúncio dos escolhidos deste ano para receber o Prêmio NeoTV.

A associação nasceu em 1999 com 12 associados, e chega a 2014 com 142 membros. Cumpre o papel, segundo o diretor geral, Alex Jucius, de fomentar o serviço de TV paga e banda larga em áreas de menor densidade, com recursos próprios. "O poder de mercado das grandes operadoras é maior hoje do que há 15 anos, o mercado é mais concentrado. O pequeno se diferencia pelo serviço que presta e pelo atendimento", disse.

Os números dão ideia desta concentração. Os associados da NeoTV representam cerca de 75% dos 66 grupos que atuam em TV paga no País. Atuam em 242 cidades, com uma média de 48 mil domicílios com TV em cada uma. Ainda assim, estas operadoras têm apenas 4% do share de assinantes, enquanto Net/Claro tem 53% e a Sky tem outros 29%.

A performance das operadoras pequenas nas cidades em que concorrem com a grandes é boa, diz Jucius. Ele conta que, segundo levantamento da associação, em 52% dessas cidades as operadoras pequenas têm share superior a 20%, e em 48% das cidades elas são a primeira ou segunda colocada do ranking.

As pequenas são a ponta de lança das novas operações surgidas após a criação do SeAC (Serviço de Acesso Condicionado). Segundo Jucius, 60% das novas licenças estão entre associados da NeoTV. A associação "lançou" cinco operações nos últimos meses e espera 25 novas operações para os próximos 12 meses. Boa parte é de provedores de Internet que estão agregando pay TV a seus serviços.

As operadoras ligadas à NeoTV movimentam R$ 250 milhões anuais em conteúdo (programação).

Desafios

Jucius listou os grandes desafios à frente das pequenas e médias operações para os próximos anos. São eles a pirataria, a concorrência com os serviços OTT (over-the-top), a concentração do mercado, a regulação do setor, os novos hábitos do consumidor e os contratos e custos de programação crescentes.

Segundo Paulo Martins, diretor da Blue Interactive, a diferença atual entre o valor pago pela programação pelos pequenos operadores em relação aos grandes grupos é mais acentuada que no passado (pelo seu volume, os grandes pagariam um valor por assinante significativamente menor). Igualmente, os custos regulatórios, ou seja, aqueles gerados por exigências quanto a centrais de atendimento, cumprimento de cotas etc. seriam muito mais pesados, proporcionalmente, aos pequenos operadores.

Além de atacar estes temas, a NeoTV pretende também ampliar a negociação de direitos de VOD e OTT com os programadores, uma vez que prepara uma plataforma própria de OTT que poderá ser usada pelos operadores afiliados. Estuda também passar a negociar em conjunto outros insumos além da programação, como links de dados.

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