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Estratégia
TIM planeja ter mais de um terço da base de pós-pago em dois anos
quinta-feira, 27 de abril de 2017 , 16h08

Como parte da estratégia de melhorar a receita média por usuário (ARPU), a TIM planeja aumentar o mix de pós-pago para acima de 35% ate 2019. A meta foi anunciada pelo diretor-executivo de estratégia da operadora, Luis Minoru, durante painel do LTE 5G Latin America nesta quinta-feira, 27. Segundo dados de março divulgados pela Anatel, a proporção atual da base na operadora é de 24,8%. Assim, a previsão considera um avanço acima da média do mercado brasileiro, que é de cerca de 4 pontos percentuais de ganho para o pós em 12 meses. Essa mudança no mix da base é parte da estratégia da companhia de reposicionamento de valor. "Não significa que vamos deixar de trabalhar com o pré-pago, pelo contrário, a gente quer mais que isso", declara o executivo.

Mas a atenção ao pós-pago tem como consequência o investimento no LTE: a companhia aposta não apenas no refarming da faixa de 1,8 GHz, que proporcionou um ganho na cobertura, com atuais 1,2 mil cidades brasileiras com a tecnologia, ou 74% da população. A intenção é de adicionar mais mil cidades neste ano, chegando a 90% da população, e subindo para 95% em 2019. Assim, a cobertura 4G da tele ficará maior do que a 2G, segundo Minoru.

Dentro dessa estratégia, há ainda a intenção de internalizar o acesso backhaul: atualmente, 90% dos sites estão conectados com infraestrutura própria da empresa, mas a intenção é ampliar esse percentual. "Temos parcela significativa de linhas alugadas, e estamos construindo para isso diminuir; tem eficiência na qualidade da oferta e na estrutura de custo", declara.

Também estratégico são as possibilidades com a disponibilidade de 700 MHz. Após o ligamento em Brasília na semana passada, a TIM inaugurou na quarta-feira, 26, a tecnologia em Campo Grande, onde deverá utilizar também a agregação de portadora com a faixa de 2,5 GHz. O roll-out para todo o Brasil já está planejado: no fina do ano passado, a operadora fez leilão de compra de todos os equipamentos para implantar a rede com a faixa até 2019. "Nossos fornecedores já estão com o compromisso e trabalho constante com o time de rede", garante.

A empresa faz um teste ainda com o serviço de voz sobre LTE (VoLTE) na capital matogrossense. "O VoLTE já está sendo super testado, mas tem alguns detalhes técnicos, como operadora temos compromissos de interceptação de mensagem, não podemos fazer que nem os aplicativos de mensagens, e é um investimento pesado que estamos fazendo para lançar o recurso com todo o compromisso regulatório", explica Luís Minoru.

Dados

O que fica óbvio é que a TIM dedica especial atenção à infraestrutura para suportar o maior tráfego de dados, até porque a base de terminais compatíveis com 4G cresceu 137% em um ano. E o cliente que usa smartphone compatível com a tecnologia consome 60% mais dados do que com 3G. Os bytes de uso (BOU) em LTE é o dobro do registrado na geração anterior.

Outra consequência e que deverá impactar no fluxo de receitas é que isso se resulta em dados gerados para a operadora trabalhar com analytics: atualmente, a empresa lida com mais de 6 bilhões de registros armazenados por dia, equivalentes a 12,4 TB, além de mais de 36 mil elementos de rede espalhados pelo Brasil e 1,5 Petabytes de capacidade de armazenamento e 7 TB de RAM em 1.920 CPUs. As informações também vêm com atendimento: mais de 400 mil atendimentos no call center, 34 milhões nos canais digitais e 1,6 mil lojas físicas, segundo dados de março. "O grande usuário do big data na TIM é nossa área de rede, muita coisa melhora na nossa infraestrutura graças ao analytics", explica Minoru. Para trabalhar com essas informações, a empresa faz parcerias com startups para provas de conceito, desenvolvimento de novas aplicações e também para uso interno de melhora operacional.

Otimismo

A TIM divulga nesta quinta-feira o seus resultados referente ao primeiro trimestre deste ano. Minoru não poderia adiantar números, mas mostrou a melhoria da cotação dos papéis da empresa nas bolsas de Nova York (35%) e Bovespa (28%) no mesmo período. "Vemos que o mercado investidor dá sinais de acreditar que não só temos estratégia robusta, mas a direção certa", avalia.

* O jornalista viajou ao Rio de Janeiro a convite da Logicalis.

COMENTÁRIOS

1 Comentário

  1. ERICK Nilson Correa E Silva SILVA disse:

    A Oi deveria fazer o mesmo e criar planos controle com fatura para aumentar a base pos paga.

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