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Mobilidade
Papel da BrT GSM é defender a Brasil Telecom, diz Sacramento
terça-feira, 27 de setembro de 2005 , 18h57 | POR SAMUEL POSSEBON

Ricardo Sacramento, presidente da Brasil Telecom GSM, comemora os resultados do primeiro ano da operação da empresa, pelo menos em relação ao cumprimento do objetivo estratégico. "O papel da Brasil Telecom GSM é defender a Brasil Telecom, defender que as receitas de telecomunicações do usuário fiquem dentro de nosso grupo", disse, ao ser perguntado se a agressividade dos planos oferecidos pela operadora não estavam "canibalizando" o uso da rede fixa. "Quando alguém de nossa base celular recebe uma ligação, recebemos a interconexão da fixa, mas é uma operação 'Zé com Zé', ou seja, fica tudo no mesmo grupo".
Sacramento ressalta que todos os contratos entre a operação GSM e a operação fixa foram aprovados pela Anatel e poderão ser oferecidos em condições isonômicas pela concorrência, caso haja interesse. "Isonomia é nossa palavra de ordem. Muitos vieram aqui, mas ninguém quis fazer os contratos nas mesmas condições ou com o mesmo prazo da Brasil Telecom GSM. Mas não podemos oferecer contratos de curto prazo com custos baixos, isso não existe".
Sacramento reconhece que a Brasil Telecom também não tinha muito interesse em fazer com que outros concorrentes se beneficiassem das mesmas estratégias seguidas pela operação móvel. "Fomos inteligentes de só propor produtos que sabíamos que não interessariam à concorrência. Mas legalmente está tudo certo, não há o que contestar", diz.
O executivo não comenta sobre eventuais mudanças societárias e como ficará a sinergia entre BrT GSM e Brasil Telecom fixa em caso de fusão com a TIM. "Existe a proposta mas ela está suspensa por diversas instâncias judiciais e estou proibido de comentar e de tomar qualquer passo em relação a esta fusão", diz Sacramento.
Sobre as propostas mais recentes de revisão da regulamentação para as teles fixas, prevendo inclusive o fim da limitação da distribuição de receitas dentro de um mesmo grupo e a separação contábil clara dos custos, Sacramento diz que esse é o momento de discussão de propostas e de consultas, mas que os benefícios da convergência fixo-móvel não podem ser desprezados pelos agentes reguladores. "Há um ganho indiscutível para o usuário".

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