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Teles móveis (exceto Claro) deixam de apostar em subsídios
sexta-feira, 28 de abril de 2006 , 18h35 | POR HELTON POSSETI

O Dia das Mães deste ano será um bom indicativo da mudança de estratégia comercial em curso nas operadoras de telefonia móvel. No passado a data era aproveitada para capturar clientes a qualquer custo, principalmente pelo subsídio dos aparelhos. Agora as promoções são direcionadas a descontos de tarifa, bônus nas ligações, segmentação dos planos e na extensão dos descontos a toda a base e não apenas aos novos clientes.
Na opinião de Carlos Alexandre Cipriano, diretor da regional São Paulo da Vivo, o subsídio dos aparelhos tem se mostrado ineficaz no longo prazo. ?A história de telecom no mundo mostra que o cliente que você traz pelo baixo custo sai mais rápido e ainda te deixa com um monte de dívidas?, afirma. Cipriano diz que é preciso criar mecanismos de incentivo à utilização das tecnologias, cujas altas taxas de transmissão permitem a utilização dos chamados serviços de valor agregado (SVA). ?Com a possibilidade de envio de fotos e vídeos em tempo real há uma transformação no comportamento das pessoas?.
A Vivo é a única operadora que não estendeu os benefícios da promoção do Dia das Mães para a base atual de clientes, exceto no caso de migração do plano pré-pago para o pós. ?Já percebemos um movimento grande no varejo e nas lojas próprias. O Dia das Mães de 2006 deve ser melhor que o Natal de 2005, assim como aconteceu nos anos anteriores?.
De acordo com Flávia Barros, diretora de marketing de varejo do grupo Telemar ? controladora da Oi ? a campanha do Dia das Mães da empresa beneficia e, portanto, incentiva os usuários a utilizarem os ?serviços convergentes?. ?A busca por novos clientes continua com a mesma voracidade, mas há uma transferência de investimento do subsídio de aparelhos para o tráfego, que por sua vez é absorvido por uma maior oferta de uso?, afirma.
A Oi está testando a recarga de R$ 1 visando os clientes de baixo poder aquisitivo. ?Muitas vezes não é possível fazer uma ligação do celular com esse saldo, mas com nossa rede única, o assinante pode usar o crédito do celular nos orelhões e também no telefone fixo?. Segundo ela, no Dia das Mães desse ano, os clientes deverão trocar de aparelho o que não significa ?dinheiro novo?. ?É preciso incentivar a migração para o pós-pago, porque o mercado não suporta a rentabilidade do pré-pago atual?.
Marco Lopes, gerente de marketing da TIM diz que os descontos nos aparelhos continuam, mas o foco agora é outro. ?O ano passado teve um grande foco no preço dos aparelhos, esse ano a competição está mais madura, visando à conveniência dos serviços?, afirma ele. A estratégia de segmentação dos serviços foi iniciada pelo pré-pago no ano passado e este ano foi estendida para o plano pós. O TIM Brasil, por exemplo, é uma família com oito opções de franquia de 60 a 200 minutos. A partir de segunda-feira, 1, as tarifas de três planos da TIM ficam mais caras. Segundo a assessoria de imprensa trata-se de um ?realinhamento de tarifas promocionais? porque as novas taxas ainda estão abaixo do mínimo estipulado pela Anatel.
A Claro, a única operadora que ainda mantém uma estratégia agressiva de subsídios de aparelhos, como os celulares pós-pagos por R$ 1, não pôde atender à reportagem até o fechamento desta edição.

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