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Receitas de dados superam tradicionais na TIM; compartilhamento indoor e WTTx são objetivos
sexta-feira, 28 de abril de 2017 , 11h56

A TIM inverteu a relação de receitas de dados e voz. Segundo os números apresentados no último relatório trimestral, as receitas de dados já representam 52% da receita líquida total, contra 48% das receitas tradicionais (incluindo voz). A receita média com serviços adicionais também apresentou um crescimento de 34% no primeiro trimestre na comparação anual, e chega a quase R$ 10, com forte crescimento do percentual de clientes usuários do serviço 4G (32% da base).

Durante a conferência com analistas para discutir o balanço, o presidente da operadora, Stefano de Angelis, destacou que a TIM voltou a ter crescimento de receitas depois de seguidos trimestres em queda. Ele também comemorou o fato de a TIM ter liderado a aquisição de clientes pós-pagos e redução do churn em 12% na comparação anual.

A operadora também voltou a dar ênfase ao segmento de banda larga fixa, reportando o aumento de 26% na base do TIM Live no ano, para 322 mil clientes, e destacando a estratégia de adoção de soluções de acesso fixo baseadas na rede wireless (WTTx), que já está sendo testada nas cidades em que a faixa de 700 MHz foi liberada. A TIM oferece nessas cidades pacotes que vão a até 80 GB de franquia e velocidades de 4 Mbps, mas ainda em fase experimental.

No segmento pré-pago a estratégia é reforçar os planos semanais, agregando serviços digitais para assegurar a fidelidade do cliente.

Sobre a estratégia da Claro de oferecer serviços de voz ilimitado off-net, de Angelis disse que a TIM prefere manter sua estratégia de racionalidade na oferta. "Me preocupa quando operadoras querem ganhar market share a qualquer preço. Se a competição for mais para conteúdos e quantidade de dados, isso é uma tendência que traz valor para a base de usuários. E é o que estamos fazendo no pós-pago e também começando a ver isso no pré-pago", disse.

Compartilhamento indoor

A TIM voltou a defender que as operadoras se organizem para compartilhar infraestrutura, sobretudo em regiões em que a duplicação da rede não traz diferenciais competitivos. Segundo o CTO da companhia, Leonardo Capdeville, a TIM tem procurado trabalhar com outras operadoras também para o compartilhamento de redes indoor em locais de grande movimento, como shoppings e aeroportos, até como uma forma de compensar os custos pela cobrança de alugueis para a instalação dos equipamentos.

A TIM tem dado prioridade para a expansão da sua rede 4G, que já chega a 1,3 mil cidades e deve chegar a 2 mil ao final do ano, com 90% da população coberta. A operadora entra agora na fase de ampliar a cobertura dentro das cidades, e por isso a cobertura indoor, sobretudo com a faixa de 700 MHz, passa a ter um papel importante.

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