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Interconexão
Embratel e espelhos querem manter remuneração para Internet
quarta-feira, 28 de agosto de 2002 , 20h59 | POR REDAÇÃO

Os presidentes da Embratel e das espelho Vésper e GVT vão apresentar posição favorável à manutenção das regras atuais de remuneração de interconexão de redes para acesso de Internet ao ministro das comunicações Juarez Quadros e ao presidente da Anatel, Luís Guilherme Schymura, nesta quinta-feira, 29. Em comunicado conjunto, as empresas informam que Jorge Rodriquez, da Embratel, Luis Kaufmann, da Vésper e Amos Genish, da GVT, estarão em Brasília para defender ?a democratização da Internet com mecanismos que garantam a competitividade no setor?.
Pelo política de interconexão atual, as operadoras de ligações originadas em sua base devem pagar uma taxa compensatória de interconexão para as operadoras que terminarem estas chamadas enquanto não for estabelecido um balanceamento entre estas ligações na proporção de 45% para 55%. A regra favorece as operadoras autorizatárias de STFC local, como as espelhos, que ainda têm uma base instalada bastante inferior às das incumbents, além de beneficiar também as novas entrantes, como é caso da Embratel.
Ocorre que as concessionárias, assim como os provedores de Internet, já se manifestaram ao próprio ministro e à Anatel contra a adoção desta regra para o acesso à rede de dados, por entenderem que não há um equilíbrio entre as ligações entre um assinante e o provedor da mesma forma como ocorre nas ligação de voz. Ou seja, um assinante apenas origina a ligação em direção ao provedor, sem nunca recebê-la. Além disso, o tempo médio por ligação para provimento de acesso é bem maior que para a transmissão de voz. ?Em julho, o tempo médio do acesso à Internet foi de 10 minutos e 22 segundos, enquanto a duração média da ligação de voz não supera os quatro minutos?, diz Roque Abdo, presidente da associação dos provedores de acesso à Internet (Abranet).
O interesse dos provedores em mudar as regras de remuneração fundamenta-se no temor de que haja uma corrida pela oferta de acesso gratuito à Internet pela operadoras de telecomunicações em suas redes, com a expectativa de receita a partir das taxas pagas pelas operadoras que originarem as ligações.

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