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TV digital
Operador de rede de TV móvel é realidade distante no Brasil
quarta-feira, 28 de setembro de 2005 , 18h46 | POR REDAÇÃO

O modelo para a exploração de televisão em aparelhos móveis não apresenta uma tendência única no mundo, e no Brasil o quadro começa a ficar cada vez mais complexo. Em países da Europa, além dos EUA e Coréia, as emissoras de televisão não são as operadoras da rede que servirá ao broadcast móvel. No Brasil, contudo, não é isso o que deve acontecer. ?Acredito que aqui a operação da rede será feita por quem tiver o conteúdo?, diz Gunnar Bedicks, da Universidade Mackenzie. Ele aponta duas razões principais para, de certa forma, esfriar os ânimos das empresas de telefonia celular. Primeiro, porque o Brasil é um País que tem a peculiaridade de ter toda a distribuição de televisão aberta diretamente vinculada ao produtor. Ou seja, o radiodifusor faz o conteúdo e o distribui por conta própria. Além disto, diz ele, o espectro é demasiadamente congestionado nas grandes cidades para que se pense em abrir espaço para empresas que sejam apenas operadoras de rede, ou seja, que não produzam o seu próprio conteúdo. ?A prioridade do espectro deve ser dos radiodifusores.?
A discussão permeou os debates sobre TV no celular realizadas durante o IV TELA VIVA Móvel, que acontece esta semana, em São Paulo. Ainda que na discussão inicial entre Claro, Vivo, Oi e grupo Bandeirantes a posição consensual tenha sido de que o modelo de parcerias seja o mais adequado, com as TVs entrando com o conteúdo e as operadoras de celular com a prestação de serviço, o que parece claro é que este modelo não necessariamente deve se reproduzir quando se fala em broadcast (transmissões ponto-multiponto) para aparelhos móveis. ?A questão de TV digital, sobretudo a TV digital móvel, é de fato a que apresenta mais indefinições em relação à tecnologia, ao modelo de negócios e em relação à regulamentação?, diz Marco Quatorze, diretor da Claro.

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