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GSM
Previsão de vendas de handsets anima operadores
terça-feira, 28 de outubro de 2003 , 19h42 | POR REDAÇÃO

Este será o Natal do GSM. É assim que, animados, os operadores de GSM estão se preparando para as vendas de fim de ano. Com cinco milhões de terminais celulares em uso em apenas um ano e meio do lançamento da tecnologia no País, os executivos já planejam uma venda gigantesca de fim de ano. Na opinião do presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, que participa da Futurecom 2003, realizada esta semana em Florianópolis, serão vendidos mais de 2 milhões de aparelhos GSM entre 15 de novembro e 30 de dezembro. Da atual base GSM instalada, 3 milhões são de usuários Oi, distribuídos em 3 mil torres, diz Falco.
?Nossa rede cobrirá 84% da população. Só esperamos os aparelhos para iniciar as vendas?, afirma o presidente da TIM, Mario Cesar Pereira de Araujo. Segundo ele, no próximo ano as vendas de GSM superarão as de TDMA. Por outro lado, o diretor de marketing da Claro, Roberto Guenzburger, disse que nos últimos 500 dias vêem sendo instaladas três antenas por dia – serão 3,5 mil até o final do ano. A Claro lançou seu serviço GSM em outubro, enquanto a TIM o ativou há um ano.
O presidente da GSM Association, Marco de Lissicich, garantiu que 290 mil clientes optam pela tecnologia mensalmente e que boa parte deles estão migrando de CDMA e TDMA. O GSM representava 11% dos 40,8 milhões de celulares em uso no Brasil em setembro e a previsão é de que passe para 12,5% em novembro. A cobertura, de acordo com Lissicich, atinge 80% da população urbana em São Paulo e 90% da população urbana no Rio.

Vivo x GSM

Os handsets GSM em breve ficarão de US$ 20 a US$ 30 mais baratos que os CDMA e TDMA, e o market share subirá para 50% em poucos anos, com o aumento do churn, prevê Falco. ?Só se a gente dormir no ponto o tempo todo o GSM terá 50% do mercado em 2008?, afirmou posteriormente o vice-presidente da Vivo, Luiz Avelar. ?No final do ano é que os operadores verão se os investimentos feitos em GSM foram bons ou não?, desafiou ele. Para fazer uma comparação, Avelar disse que no último Dia dos Pais, só no Paraná e em Santa Catarina a Vivo vendeu 70% a mais que período idêntico em 2002, e em São Paulo o acréscimo de vendas foi de 50%.
Como outro indício de aquecimento do mercado de terminais, a Motorola anunciou também durante a Futurecom um investimento de US$ 2 milhões na ampliação de sua fábrica em Jaguariúna, SP. A expectativa da empresa, conforme seu diretor do setor de produtos de comunicação pessoal para o Cone Sul, Enrique Ussher, é de que a demanda por celulares no mercado local cresça 30% no último trimestre deste ano. Com cerca de 26% do mercado, a Motorola tem suas vendas divididas praticamente por igual entre TDMA, GSM e CDMA. Esta distribuição tende a mudar para 20% para o TDMA, 40% para o GSM e 40% para o CDMA em 2004, prevê Ussher.

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