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TV digital
DVB ataca modelo e tecnologia para mobilidade no ISDB
quarta-feira, 29 de março de 2006 , 19h39 | POR REDAÇÃO

Os padrões internacionais de TV digital continuam trocando ataques sobre suas questões técnicas e industriais. Nesta quarta, 29, a Coalizão DVB divulgou nota afirmando que a TV gratuita no celular depende de um modelo de negócios coerente e que "o único padrão capaz de viabilizar a TV 100% aberta e gratuita é, na verdade, o padrão DVB".
Segundo a Coalizão DVB, a viabilização da TV digital gratuita e móvel passa pelos subsídios de aparelhos celulares das operadoras de telefonia, que seriam, no Brasil, de aproximadamente R$ 1,8 bilhão anual. Segundo a Coalizão DVB, para que as emissoras de TV pudessem transmitir seu próprio sinal gratuitamente, teriam de encontrar fontes de receitas adicionais para viabilizar o subsídio ao usuário final. E somente o padrão DVB facultaria às emissoras a ativação de grande número de programas para recepção portátil, dentro do canal de 6MHz ou fora dele, "permitindo a geração das receitas adicionais necessárias à implantação da TV celular 100% gratuita no Brasil".
Além disso, o grupo de empresas que defende a adoção do DVB no Brasil diz que, "visando reduzir o consumo de bateria", o padrão japonês optou pelo uso de um segmento de freqüências "que impede o emprego da técnica de diversidade de freqüências, necessária ao aumento da robustez do sinal em ambientes tipicamente urbanos". O grupo atacou ainda a inexistência de redes experimentais ISDB-T para celulares e afirmou que a segunda maior operadora celular japonesa (KDDI) "anunciou que adotará celulares com padrão proprietário de TV digital da Qualcomm, em detrimento do uso do padrão japonês ISDB-T de TV portátil".
Em outro ponto a Coalizão DVB afirma que o alto consumo de bateria complica em muito a aceitação da TV celular e que o consumo esperado para celulares do padrão japonês é alto, variando de 120 a 150mW (1 a 2 horas de vídeo).
Por último, a Coalizão DVB diz que "aparelhos celulares com TV digital de padrão pouco utilizado poderão não existir no Brasil", já que a combinação de padrões ?celular/TVD claramente viável é a do GSM/DVB" e que a "combinação dos celulares GSM com o padrão de TV japonês, não deverá existir na prática, visto que não existe em nenhum país do mundo".
Baseada nestes pontos, a Coalizão DVB diz que "caso a escolha do Governo recaia sobre o padrão japonês, tudo indica que não existirá produto econômico para a TV celular gratuita, ou seja, ela não se viabilizará".

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