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Resultados da Vivo não animam analistas
quarta-feira, 29 de outubro de 2003 , 20h46 | POR REDAÇÃO

De todas as operadoras da Vivo, cujos resultados trimestrais foram divulgados nesta quarta-feira, 29, apenas a CRT Celular foi destaque realmente positivo, na opinião de analistas de mercado. A principal empresa do grupo, a Telesp Celular, embora tenha apresentado bons números na sua parte operacional e uma redução de perdas financeiras, ainda deve sofrer novo aumento da sua dívida por conta da incorporação da Tele Centro Oeste Celular (TCO). Na Bolsa de Valores de São Paulo, exceto pela Tele Sudeste Celular, todas as ações das operadoras da Vivo sofreram pequenas quedas. Veja o resumo dos principais dados das operadoras da Vivo e a análise corrente dos analistas:

Telesp Celular (desempenho considerado fraco):

Obteve um bom resultado operacional, com receita operacional líquida de R$ 1,73 bilhão, 103% superior a de igual período do ano passado e 14,4% acima do trimestre anterior. Está indo bem na disputa de mercado, já que consegue captar 54,9% dos novos consumidores de celulares na sua área de atuação. Junto com a TCOC, alcançou 11,68 milhões de linhas em serviço. Cresceu seu EBITDA e a sua margem, mas registrou no final um prejuízo de R$ 69 milhões. A perda é bem menor que a do trimestre anterior (R$ 262 milhões), mas os analistas lembram que serão maiores nos próximos meses com a confirmada intenção de incorporar as ações ordinárias da Tele Centro-Oeste (TCO). Conforme fato relevante enviado nesta quarta-feira, 29, à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), será entregue 1,27 ação ordinária da TCP para cada ação ordinária da TCO.

Tele Centro Oeste Celular (desempenho considerado bom):

O destaque foi o crescimento anual na base de clientes (26%). O número de clientes da modalidade pós-pago cresceu 15,9%. Isso se deveu a uma forte campanha promocional. As receitas aumentaram 24,5% e o EBITDA, 18,2%. A margem, porém, caiu pouco mais de 2%, exatamente em função dos gastos de comercialização. De qualquer forma, a empresa foi lucrativa (R$ 114 milhões), pouco menos que no trimestre anterior, mas 65,6% superior ao do terceiro trimestre do ano passado.

CRT Celular (tida como o destaque positivo da Vivo):

Foi sem dúvida o melhor resultado do grupo. A base de clientes cresceu 15,4% em um ano (12% mais em pós-pago). O destaque está na melhora da gestão de custos que gerou uma expansão trimestral de 11% no EBITDA. A margem é alta:46,2% contra 40,1% no trimestre anterior. Apesar de ser uma operadora relativamente pequena, a CRT já acumula lucro líquido, no ano, de R$ 126,6 milhões.

Tele Leste Celular (desempenho considerado ruim):

A operadora continua com resultados fracos na maioria dos indicadores. Registrou queda trimestral da receita operacional líquida (R$ 104,5 milhões), que ficou praticamente no mesmo nível de um ano atrás. O EBITDA e a margem recuaram e o prejuízo cresceu de R$ 4,3 milhões no terceiro trimestre de 2002 para R$ 15,7 milhões este ano.

Tele Sudeste Celular (desempenho considerado razoável):

O grande destaque da operadora foi o salto de 84,4% no seu lucro líquido trimestral (de R$ 24,3 milhões para R$ 44,7 milhões). Mas, no ano, o aumento limitou-se a 5,1%. A pequena força relativa desses lucros fica mais evidente na comparação com a CRT. Enquanto os lucros desta última representam 19% da receita operacional líquida, os da Tele Sudeste não chegam a 10%. Sua margem EBITDA é de 37,9%, 1,8% superior a de um ano atrás. Esse resultado se deve principalmente ao desempenho financeiro da empresa. A retração da vendas de serviços levou a uma diminuição da receita líquida da empresa.

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