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Interconexão
Anatel pode pedir separação das operações de longa distância
terça-feira, 30 de julho de 2002 , 18h25 | POR REDAÇÃO

O conselheiro da Anatel Tito Cerasoli admitiu a possibilidade de exigir que cada tele local se divida em duas empresas distintas: uma de longa distância e outra de telefonia local. A declaração foi feita no II Rio Telecom, nesta terça, 30, no Rio de Janeiro.
No mesmo evento, a Embratel apresentou os números calculados pelo Boston Consulting Group (BCG) e que já vêm sendo usados há algum tempo para demonstrar que as teles locais estão fazendo uso de práticas anti-competitivas em suas operações de longa distância. Segundo o estudo realizado pela consultoria, as tarifas médias de longa distância cobradas em 2001 pela Telemar, Telefônica e Brasil Telecom foram de R$ 0,1280; R$ 0,1285 e R$ 0,1415, respectivamente. Esses números foram calculados dividindo a receita em longa distância pelo número de minutos trafegados.
?Considerando que a soma de duas TU-RLs é R$ 0,104, uma empresa como a Telemar estaria gastando em interconexão nada mais nada menos que 81% de sua receita em longa distância?, comentou Purificación Carpinteyro, vice-presidente de serviços locais e assuntos regulatórios da Embratel. É preciso lembrar que há ainda os custos operacionais, que, segundo a executiva, costumam representar em torno de 44% do valor das ligações em empresas de longa distância internacionais. ?Na Telemar os custos operacionais são de 42,8% em média. Será possível que especificamente em longa distância os custos operacionais dela sejam menores que 19%??, questionou Carpinteyro. A Embratel e a Intelig estão movendo um processo administrativo na Anatel contra as teles locais, acusando-as de subsídios cruzados entre suas operações de longa distância e telefonia local.

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