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Aparelhos
Fabricantes preparam-se para aumento de demanda
quinta-feira, 30 de outubro de 2003 , 17h57 | POR SÉRGIO DAMASCENO

A Samsung e a LG estão preparadas para atender um possível aumento esperado da demanda por terminais no final deste ano. As empresas coreanas acreditam que o final do ano estará mais aquecido devido ao quadro econômico do País. O diretor da divisão de aparelhos celulares da Samsung, que atende um perfil de média gama (aparelhos a partir de R$ 399) e alta gama (aparelhos top de R$ 1.999), Oswaldo Mello Neto, afirma que é líquido e certo que haverá demanda maior neste Natal. Segundo ele, os fornecedores de média gama e baixa gama (handsets a partir de R$ 99), em termos absolutos, têm um desafio muito maior para repor o estoque de aparelhos nas operadoras.
Mello diz que os pedidos já foram colocados, ou seja, as operadoras já fizeram a conta do que venderão no final de ano. ?Pode haver um repique, a demanda pode crescer no final de novembro e início de dezembro, mas a quantidade está mais ou menos definida?, diz.
Na Futurecom, a Motorola anunciou investimento de US$ 2 milhões na ampliação de sua fábrica em Jaguariúna (SP) para atender um aumento previsto de 30% na demanda do último trimestre deste ano e outros fabricantes como Sony Ericsson e Siemens já sinalizaram um aquecimento, em sintonia com as operadoras do sistema GSM.

Flexível

O diretor técnico e de vendas para celulares da LG Eletronics, Carlos Melo, afirma que a fábrica da empresa em Taubaté (SP) é bastante flexível para aumentar a capacidade de produção, se for necessário. A LG produz somente aparelhos CDMA no Brasil e tem como cliente a Vivo. ?Existe uma euforia no mercado mas estamos um pouco cautelosos?, diz Melo, referindo-se à expectativa de operadoras e demais fornecedores com o aumento da demanda.
O diretor da LG diz que há um clima de otimismo e um bom momento. ?Mas não podemos planejar somente a bonança?, pondera. Para ele, a demanda estará concentrada na reposição de aparelhos. O prazo de substituição do handset era de dois anos, passou a um ano e meio e agora está, em média, em um ano. Entretanto, diz Melo, na Coréia, esse prazo é de apenas três meses. ?A substituição está relacionada ao lançamento de novos serviços, ou seja, serviços que requerem aparelhos com mais funções?, afirma.

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