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Após compra da Bull, Atos deve ampliar presença no mercado de telecom
quinta-feira, 30 de outubro de 2014 , 18h48 | POR SAMUEL POSSEBON

A recém-concluída compra da Bull pela Atos, ambas francesas e atuantes no mercado de sistema se serviços de TI, tem uma característica interessante: originou-se de uma conversa entre as subsidiárias das duas empresas no mercado brasileiro. O negócio, de 620 milhões de euros e que deu origem a uma empresa com quase 10 bilhões de euros em faturamento, começou, segundo o CEO da Atos para a América Latina, Alexandre Gouvêa, quando começaram a ser analisadas as sinergias que surgiriam em uma eventual parceria para o mercado brasileiro e para o mercado na região. "A consolidação global acabou sendo uma consequência desse processo", diz ele.

Do ponto de vista prático, a consolidação das duas empresas resultará em uma complementariedade quase completa de mercados de atuação, clientes e produtos oferecidos. "Sempre soubemos que as duas empresas se combinavam perfeitamente e que a fusão seria uma forma de crescer", diz Alberto Araújo, até então CEO da Bull e que agora assume o posto de COO da nova empresa.

A Bull tem uma atuação forte na área de integração e soluções de negócios para o  mercado financeiro e telecomunicações, e em menor escala para o setor público. Já a Atos sempre foi mais forte no provimento de grandes sistemas, data centers e serviços gerenciados.

Esse processo de integração entre as atividades das duas companhias deve se refletir nos produtos, que serão apresentados aos clientes de maneira combinada. É um processo que, segundo Gouvêa, ainda deve levar cerca de seis meses para ser concluído. Enquanto isso, os clientes das duas companhias estão sendo informados. "O que tem sido dito é que as Atos passará a ter uma presença muito forte na área de tecnologias aplicadas a negócio", diz o CEO.

As duas marcas serão usadas dependendo do mercado e do produto, e o processo de substituição será lento e gradual.
"Em essência, a compra da Bull permitirá à Atos uma ampliação de footprint, uma ampliação do portfólio e das áreas de atuação", resume o Alexandre Gouvêa.

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