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RealScreen Summit
Canais preparam-se para competir com banda larga
quarta-feira, 31 de janeiro de 2007 , 18h13 | POR ANDRÉ MERMELSTEIN, DE WASHINGTON

As novas mídias, em especial a Internet em banda larga, continuam sendo o assunto mais debatido no RealScreen Summit, evento internacional de documentários para TV que termina nesta quarta, 31, em Washington, EUA.
Em um painel na terça-feira com canais de TV, a pergunta do moderador foi "o que te deixa acordado à noite", ou seja, o que mais preocupa os canais de TV.

Mudança de modelos

Para Ed Hersch, da CourtTV, o temor é que aconteça com a TV o que aconteceu com a Tower Records, grande varejista de CDs nos EUA que acabou quebrando pela mudança radical na forma de distribuição de música surgida com a Internet.
Greg Moyer, da Voom TV, disse temer que os canais não sejam mais necesários, que a personalização total dos conteúdos acabe com os paradigmas atuais de empacotamento.
Brooke Bailey Johnson, presidente da Food Network, disse ter pesadelos com a competição com a banda larga quando o dispositivo de saída for a TV, e não mais o computador. "Para a nova geração, o Apple TV será televisão", disse. Ela ressalta que o importante é manter o conceito das marcas. "Quem tem uma marca forte está garantido, pois elas englobam um conceito e podem ser aplicadas a todas as plataformas", afirmou.

Conteúdo do usuário

Um pouco mais otimista, Charles Maday, do History Channel, acredita que o modelo atual vai continuar por muito tempo porque tem uma boa estrutura de financiamento, que permite a criação de conteúdos high-end. "Os nichos não têm modelo econômico, só comportam produções baratas, ou UGC (user generated content, ou conteúdos gerados pelos usuários, como o modelo do YouTube)", afirmou. Ele acredita que o modelo de publicidade atual ainda resistirá, mas que os canais têm que olhar para onde caminha o mercado. "Para onde os publicitários forem, este é o caminho", completou.
Uma curiosidade: o conteúdo gerado por usuários é motivo de muita gozação entre os executivos de TV, gerando expressões como "looser generated content" (conteúdo produzido por perdedores) ou "user generated crap" (porcaria produzida por usuários).

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