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Construtoras levam fibra óptica a condomínios
quinta-feira, 31 de julho de 2008 , 17h21 | POR HELTON POSSETI

A queda de preço da infra-estrutura de fibra óptica já permite às construtoras usar a tecnologia. É verdade que por enquanto apenas em condomínios de alto padrão. No Brasil já existem alguns casos de empreendimentos imobiliários com fibra óptica na rede interna. A construtora Norcon, por exemplo, construiu um prédio, o Norcon Empresarial, com essa característica em Aracaju, que hoje foi alugado para a Receita Federal. Além disso, a empresa está construindo um condomínio de alto padrão também em Aracaju, onde todas as casas são interligadas por fibra óptica, que leva o sinal das câmeras de monitoramento das áreas comuns e também serviços de telefonia, banda larga e TV por assinatura. Adler Ismerin, gerente de TI da Norcon, explica que a construtora entrega o empreendimento com a fibra chegando em todas as casas; cabe ao condomínio decidir se fecha um acordo com um único provedor de serviços de telecom para todos os condôminos ou não. O empreendimento, batizado de Park Ville, tem 70 lotes e usa cabos da Furukawa. A concepção do projeto é da IPQ Tecnologia.

Valor agregado

Hélio Durigan, diretor de marketing da Furukawa, informa que a empresa vem trabalhando na divulgação de produtos específicos para condomínios há cerca de dois anos. Segundo ele, em alguns casos a incorporadora oferece ao condômino a infra-estrutura no momento da venda, em outros, ela já coloca em 100% das casas, como é o caso do Park Ville da Norcon. "Tem sido mais freqüente a incorporadora já oferecer isso como um serviço de valor agregado", diz ele.
A IPQ participa de alguns outros projetos de FTTH cujos contratantes não podem ser revelados. Pelo tamanho das redes dá para se ter uma idéia do aquecimento desse mercado. Segundo Antônio Galvão, diretor da IPQ, existe um projeto no Nordeste de 8 km de extensão que deve cobrir cerca de 7 mil unidades habitacionais. No Centro-Oeste existe um outro projeto que alcança mais 13 mil residências. "No litoral a agressividade da maresia corrói o cabo metálico. Além disso, houve um barateamento sensível dos equipamentos, o preço caiu muito por causa da escala", afirma Galvão. Entre os projetos conduzidos pela IPQ também estão a Reserva Imbassaí, que tem 193 casas em Mata de São João, na Bahia, e Casas de Sauípe, na Costa do Sauípe, também na Bahia, com 113 casas na primeira fase. A IPQ também é integradora de um projeto em Angola que interliga 16 prédios com fibra óptica.

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