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Setor de satélites tem oportunidades mal exploradas
quarta-feira, 31 de agosto de 2005 , 19h09 | POR REDAÇÃO

Em meio às reclamações de pressão sobre os preços do segmento espacial e dos equipamentos de infra-estrutura, algumas oportunidades de negócio mal exploradas foram apontadas pelos debatedores do painel "O satélite na oferta de serviços" do Seminário Satélites 2005, que acontece em São Paulo.
De acordo com o gerente geral da Comsat no Brasil, Luiz Sá, a competição acirrada fez com que os usuários se habituassem a buscar sempre redução de preço. "Fomos nós que educamos o usuário a pedir preço baixo, mas existem oportunidades como broadcast e Internet que ainda não foram bem exploradas", avalia.
O CTO da LinkSat, Loren Wells, concorda: "Todas as empresas na América Latina, operadoras e clientes, têm problemas econômicos. A fórmula é desenvolver aplicações que façam a operadora receber pela banda de satélite".
Luiz Sá, da Comsat, acredita que uma grande oportunidade de negócios para operadoras de serviços de satélites é a tendência de centralização de ERPs para otimizar gastos com telecomunicações "Quando as discussões de qualidade de serviço (SLA e QoS) virarem realidade, em algum momento o custo do downtime vai entrar nos contratos e vão descobrir que a infra-estrutura de satélite é muito estável", argumenta Sá. De acordo com o executivo, a apesar de todos os desafios, a Comsat tem conseguido um crescimento expressivo nos últimos anos e, em 2004, o negócio de satélites respondeu por 41% do faturamento da empresa. A expectativa é de que esse percentual chegue a 48% nos próximos dois anos.

Outras oportunidades

O acesso à internet em alta velocidade via satélite também é outra ponto que deve ser mais explorado pelo setor. Soluções híbridas com link terrestre para retorno, por exemplo, não devem prosperar, na opinião do diretor comercial para o mercado corporativo da Telespazio, Carlos Xavier. "Cerca de 99,9% dos nossos clientes são bidirecionais e estão em regiões remotas, não atendidas por redes terrestres", explica Xavier. Programas de inclusão, educação à distância, telemedicina e telemedição também são uma promessa na região da América Latina em países como Peru, México e Brasil.

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