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TV 2.0
Claro diversifica oferta de vídeo e aposta na banda larga
quarta-feira, 31 de outubro de 2007 , 14h42 | POR ANA LUIZA MAHLMEISTER

O crescimento do vídeo no celular já é uma realidade mesmo antes do advento das redes 3G. Pelo menos essa é a experiência da Claro que começou sua oferta de conteúdo há três anos e já contabiliza 500 mil downloads por mês no portal Claro Idéias, apesar da limitação do número de usuários que acessam os serviços: apenas 1% da base da operadora tem recursos para streaming de vídeo.
Marco Quatorze, diretor de serviços de valor agregado, lembra que a empresa começou com alguns clipes de músicas e making off de eventos e diversificou sua oferta para filmes curtos. O crescimento só é limitado pelos handsets. ?Dos 110 milhões de usuários brasileiros de celulares, apenas 25% têm aparelhos com recursos para vídeo?, diz o executivo. Na Claro, 500 mil assinantes da base de telefones da operadora podem receber vídeo e a média de tempo de audiência no celular para conteúdos on demand é de 30 segundos. Um dos segmentos de maior crescimento é o video streaming, com conteúdos baixados para assistir mais tarde.

Canais pagos

Outro serviço que cresce na Claro é o Idéias TV que conta com 3 mil assinantes e dez canais disponíveis entre eles a CNN, ESPN, Climatempo, Fashion TV e History Channel. Nesse serviço existem horários de pico em dias de trânsito ou de grandes tragédias, como a da queda do avião da TAM, em julho. O crescimento do serviço, segundo Quatorze, vai depender de uma maior oferta de conteúdo, queda do preço dos aparelhos e modernização da rede, com a 3G. Hoje um celular sofisticado pode receber cinco frames por segundo. Com as novas redes essa capacidade cresce para 15 frames por segundo, melhorando a experiência do usuário. No Idéias TV a média de tempo de audiência é de 7 minutos de uso por semana com horários de pico durante o almoço e congestionamentos.
Outro serviço que tem surpreendido a operadora pela receptividade do público é o Claro Videomaker em que os próprios assinantes enviam conteúdos de vídeo e são remunerados pela operadora. Em dois meses foram enviados 3 mil vídeos e realizados 150 mil downloads que custam R$ 1,10 para o usuário. ?Um dos participantes do Videomaker chegou a ganhar R$ 1 mil, outro ganhou uma viagem a Londres por ter seu vídeo mais baixado naquela semana", diz Quatorze. ?O serviço deslanchou. É uma outra vertente de vídeo no celular com a participação direta do assinante?, afirma o executivo.

TV digital e IPTV

Quanto à TV digital, Quatorze ainda é cético sobre a sua disseminação em dispositivos móveis, pelo menos por enquanto. ?As discussões ainda estão restritas ao broadcast terrestre e não se discute o próximo passo?, diz Quatorze. Segundo ele, a adoção do padrão japonês ISDB em um país onde a maior parte das redes celulares é GSM complica ainda mais o cenário. ?Não existem aparelhos disponíveis e haverá um problema grande de escala pois no início eles devem custar em torno de US$ 300?. Outra incógnita é sobre a divisão de receitas entre os broadcasters e as operadoras, além da questão do subsídio do aparelho.

Celulares querem banda larga

Vale notar que a Claro, assim como todas as operadoras de telefonia celular, estão apostando na oferta de serviços de 3G não apenas para melhorar a experiência para serviços de valor agregado como vídeos e jogos, mas, principalmente, para a competição no mercado de banda larga. Com a rede 3G, as operadoras esperam começar a oferecer o serviço de transmissão de dados em velocidades acima de 1 Mbps a custos bastante reduzidos (algumas estão desenhando modelos pré-pagos inclusive), para atingir não só as classes A e B, que teriam nas móveis uma segunda opção de acesso, mas principalmente para a classe C, que agora começa a ter PCs em casa. Note-se que o acesso a redes 3G não precisa se dar pelo handset (aparelho) necessariamente, mas por modems com conexão USB menores que um celular e que serão praticamente subsidiados pelas operadoras em troca de fidelidade dos clientes.
O executivo participou nesta quarta-feira, 31, do congresso TV 2.0 promovido pela Converge Comunicações e as revistas TELETIME e TELAVIVA.

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